Por Titi Vidal
Parece que todos estamos sempre correndo em busca da felicidade. O que todo mundo quer é ser feliz. Mas será que sabemos o que é essa tal felicidade e o que podemos fazer para conquistá-la?
Bem, ser feliz está muito ligado a um estado de bem estar. Buscando os significados possíveis de felicidade, me deparei com um muito interessante: “estado de uma consciência plenamente satisfeita”. E este significado vai ao encontro do que acredito ser a verdadeira felicidade.
Para mim, ser feliz é estar pleno. É poder ser o que somos e viver plenamente nosso potencial. E este nosso potencial e o que somos em essência, astrologicamente está em nosso Sol. Quando vivemos nosso Sol, ou seja, aquilo que somos, não há como não ser feliz. Quando falamos então em um estado de uma consciência plenamente satisfeita, podemos entender esta consciência como este nosso Sol que quando consegue brilhar sente-se pleno e conseqüentemente feliz. Assim como no sistema solar o Sol é o centro de tudo, de nosso universo, é assim também em nosso mapa natal e em nossa vida. O Sol é o nosso centro. Não é a toa que rege o coração, que se deixar de bater leva-nos a vida. Assim é com nosso Sol. Quanto mais o vivemos e quanto mais permitimos que brilhe, mais vivos nos sentimos e assim conseguimos atingir um estado de maior plenitude e isto nos leva à felicidade.
Isto vale em termos de vocação também. Quando fazemos algo que tem a ver com a vocação, com o que somos e o que de fato queremos, sentimos amor e prazer em nosso trabalho e nos realizamos, conquistando a felicidade como conseqüência.
Quanto aos relacionamentos esta regra também é válida. Ao nos relacionar com alguém com quem temos sintonia e por quem sentimos amor e nos permitimos nos relacionar de forma plena e completa, quem vem é a felicidade. E assim por diante, em toda e qualquer área de nossa vida. Só que pensando também em termos astrológicos, não somos apenas o nosso Sol. Somos todo um conjunto, assim como o universo. Temos outros astros espalhados por nosso mapa, cada qual responsável por uma função de nossa personalidade, com as características de um dos doze signos e, além deles, temos doze casas astrológicas, que são áreas específicas de nossa vida. E estes pelo menos dez astros e outros pontos importantes se relacionam com os doze signos e as doze casas, compondo quem somos e a nossa vida como um todo. Ali estão contidos todos nossos talentos, as facilidades, as qualidades, os desafios, os defeitos, os obstáculos.
O importante é aprendermos a conciliar tudo isso e fazer com que tudo esteja em harmonia. Mas começar esta busca certamente deve ser a partir do Sol. Não só dele, mas a partir dele. É ele quem manda em nossa vida, é o nosso coração, o nosso centro, a nossa essência. É como o presidente de uma empresa. É o chefe de nossa vida. Tudo o mais está a serviço dele. Parte dele, portanto, a nossa realização pessoal. Temos que ser o máximo possível, então, o nosso Sol. Seu lado positivo, claro. Quanto mais, melhor. Mas aprendendo a vivê-lo em harmonia com o resto do nosso mapa. Ser o Sol inclui o signo em que ele está – e que todos sabemos qual o nosso signo, o que fica fácil mesmo para os leigos- casa onde se encontra no mapa e aspectos que recebe. Mas muitas vezes ficamos acomodados em pontos de nossa personalidade que passam uma aparente segurança e não nos permitimos realizar nossa vocação, nossa essência. Outras vezes, não sabemos exatamente quem somos ou o que queremos. Ou muitas vezes esperamos demais, criamos muitas expectativas e passamos a vida insatisfeitos, buscando algo que nunca conseguiremos atingir. Isso vale para uma determinada área de nossa vida, ligada a um planeta ou casa determinados, ou para a vida como um todo, de uma maneira geral.
Podemos, ainda, subestimar nosso potencial de encontrar a plenitude e a felicidade, ou superestimá-lo. De qualquer forma, o que aparentemente seria algo simples – simplesmente ser quem somos e permitirmos que nossa Luz brilhasse – no fundo é o grande desafio de nossas vidas. Acabamos nos escondendo e muitas vezes nos justificando por fatores externos ou pontos de nossa própria personalidade e não nos permitimos ter consciência do que somos, do que queremos, do que é melhor para nós mesmos. E ficamos acomodados fugindo de nossa essência. Acho fundamental aprendermos a caminhar na direção contrária. Olhar mais para dentro e menos para fora. Justificar menos e fazer mais. Descobrir nosso brilho, nosso potencial, nossa vocação. E mostrar isso ao mundo.
Todos nós temos brilho próprio. Todos nós somos capazes de emitir nossa Luz, seja como ou onde for. Todos temos um Sol e, portanto, estamos todos prontos para brilhar. O que é importante é entender como é o nosso brilho, qual sua capacidade e como fazer isso da melhor maneira possível. Devemos saber que cada um brilha de uma maneira, de um jeito próprio e único, e que não há como brilhar da mesma maneira que o outro. Somos todos únicos. Assim, vamos descobrir o que temos em nosso centro, o que está em nosso coração, em nossa vocação, em nossa alma.
Vamos abrir as portas para que possamos ser o que somos, sem medo de ser feliz. Sim, ser feliz pode dar medo. E claro que sim, porque ser feliz, neste sentido de uma plenitude e de uma expressão plena de nossa consciência e de nossa essência, nos tira as máscaras, nos tira as proteções. Ficamos vulneráveis, abertos, expostos. Todos vêem quem somos e o que queremos. Sem falar que isto tende a provocar no outro a vontade de brilhar também e como isso nem sempre é fácil – pelo contrário na maioria das vezes – desperta medos e pode causar desconforto. Mas ainda assim temos que saber que o esforço e o risco valem a pena. Ser o que somos e nos permitirmos ser assim é mais simples do que se parece e traz muito mais felicidade do que se pode imaginar. E uma pessoa feliz é capaz de tudo. Porque ela brilha, ela tem vida. E uma pessoa que se sente viva pode tudo, porque é feliz. Vamos buscar essa felicidade? Garanto que vale a pena!
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